Por Júnior Martins- 04/12/2025- 14h34
Jornalista – O Diário de Notícias
Um esquema cada vez mais ousado envolvendo a venda de iPhones adulterados está se espalhando pela região da Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, chegando também a pontos de comércio informal em Guarulhos e até se estendendo para grupos de WhatsApp. Durante a apuração, presenciei pessoalmente vendedores oferecendo aparelhos com histórias prontas, discursos ensaiados e preços muito abaixo do padrão de mercado, sempre tentando convencer quem passa acreditando que está diante de uma oportunidade imperdível.
Os aparelhos, porém, têm origem duvidosa. Muitos são montados com peças de baixa qualidade, placas trocadas, IMEIs modificados e componentes reaproveitados. Na hora da compra, o celular funciona perfeitamente, mas os defeitos começam a aparecer dias depois: travamentos, bateria que não segura carga, câmeras falhando e impossibilidade de atualizar o sistema.
O esquema, entretanto, não está mais restrito ao comércio físico. Nos últimos meses, passou a circular com força pelo WhatsApp. Golpistas enviam mensagens oferecendo “iPhone original lacrado”, usam fotos de lojas verdadeiras e conversam como se fossem vendedores confiáveis. Quando o comprador demonstra interesse, eles enviam links falsos de pagamento via Pix, que desaparecem do ar assim que o dinheiro é depositado. A vítima perde o valor imediatamente e não recebe absolutamente nada.
Em Santa Ifigênia, a abordagem acontece nas ruas, galerias e portas de lojas. Em Guarulhos, o golpe ocorre de forma mais discreta, mas igualmente organizada. Já no WhatsApp, os criminosos conseguem atingir um volume ainda maior de vítimas, usando perfis falsos, números descartáveis e promessas de entrega imediata.
Os prejuízos são altos e muitos consumidores relatam dificuldade até para registrar ocorrência, já que aparelhos adulterados não possuem identificação válida e links fraudulentos somem sem deixar rastros. A combinação entre venda física e golpes digitais mostra que o esquema está cada vez mais articulado.
Como jornalista, reforço o alerta: não existe milagre no mercado de eletrônicos. Se a oferta estiver boa demais, se o vendedor pressionar para fechar rápido ou se o pagamento só puder ser feito via link de Pix, é quase certeza de golpe. O consumidor deve sempre verificar procedência, exigir nota fiscal e evitar negociações fora de canais oficiais e lojas confiáveis.
A população precisa estar atenta. O esquema está ativo, em expansão e atingindo pessoas de todas as idades.
Se quiser, faço agora o roteiro em vídeo para seu quadro, ou transformo em versão mais curta para Instagram. Quer qual próxima?


Eu concordo plenamente!!
ResponderExcluirEu concordo plenamente
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